Numa festa de anos, a fazer conversa com o filho de 5 anos de um conhecido:sábado, 14 de Novembro de 2009
Episódio da vida real
Numa festa de anos, a fazer conversa com o filho de 5 anos de um conhecido:sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Ele há mulheres exigentes..!
Em 2005, José Sócrates tornou-se, aos 47 anos, Primeiro Ministro de Portugal. Em 2009, repetiu o feito. E se em 2008 havia sido eleito pelo El Mundo como o sexto homem mais elegante do Mundo (numa lista de 20, da qual constava Brad Pitt e outros que tais), já este ano liderou a tabela do concurso do Correio da Manhã denominado "Sexy 20 Platina" (!!!), colhendo elogios de celebridades e arrecandou o primeiríssimo lugar.quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Mercado Imobiliário de Topo na Europa Resiliente à Crise!
Top 5 countries: description of the most expensive Properties:
1. Monaco
SEA SIDE PLAZA
Cost of apartments: from 50 000 to 130 000 euro/m2
Multistorey building situated in prestigious region of Monaco (Fontvielle) was built in 1993.Today is fully restored.
Advantages:
- Underground parking
- Panoramic sea and park view
- Proximity to helicopter landing ground
Disadvantages:
- Necessity of opening an account in one of Monaco banks to get an estate purchase permission.
2. France
Boulevard de la Croisette, 104
Cost of apartments: From 34 500 to 40 500 euro/m2.
9 - storey building situated in one of the most well-known streets in Cannes - Boulevard de la Croisette.
Advantages:
- Panoramic sea view from big terraces
- 24/7 security
- Underground parking
Disadvantages:
- Rather plain Architecture and indoor decorations
3. Denmark
Tuborg Boulevard 15.2.th
Cost of apartments: From 9 500 to 14 000 euro/m2
The complex of two 6 - storey buildings was built in 2008 in the most picturesque region of Copenhagen – Tuborg Harbour.
Advantages:
- Due to good location of one of the residence buildings each flat overlooks the sea.
- Comfortable yachts’ and cutters' mooring
Disadvantages:
- Slight remoteness from the beach
- No panoramic view due to the buildings built too close to each other
4. Spain
LAGUNA DE BANUS
Cost of apartments: From 7 000 to 13 500 euro/m2
Blocks of apartments and mini-villas make up a luxurious 5 – star complex situated in the most prestigious Spanish resort – Puerto Banus.
Advantages:
- Sea and pool view from all the apartments
- Several outdoor and indoor pools situated in the complex area
- Vast green territory under security control
- Gym, sauna, 24/7 security
Disadvantages:
- Absence of panoramic sea view from most apartments due to rather small dwelling height and large size of park territory
5. Russia
Millennium Tower
Cost of apartments: From 6 000 to 15 500 euro/m2Built in 2008 this luxurious dwelling complex that is situated in an isolated area provides both apartments and 2- storey penthouses. Advantages:
- Sea view from all the flats
- Own fitness centre and bathing complex
- Own beach and pool with water slopes
- Ultramodern outdoor decoration: Belgian glass of different shades is used
- Infrastructure and winter resort in transport accessibility
Disadvantages:
- Even during crisis prices stayed practically the same due to pre-made expectations of the infrastructure development before the Olympic Games 2014 in Sochi.
Não havia necessidade
A meu ver, essa escassez de bom sendo atacou a FPF, que está a ser pouco razoável. Se é consabido que o jogador (há muito) não está em condições de jogar e se ao organismo de futebol foi até dada a possibilidade de ir lá comprová-lo pelos seus próprios meios (ao que sei os espanhóis a isso os convidaram), não faz sentido que se tenha insistido na convocatória de Cristiano Ronaldo e que se arme todo este circo à volta de um jogo e de um jogador. Bem disse um dos senhores do Clube madrileño que nada é mais importante para um jogador de futebol que representar o seu próprio país na selecção. Se Ronaldo não o faz, é porque não pode.
Bem sei que está muito "em jogo", mas a Selecção até já provou que respira (mesmo) sem ele. E é claro que todos nós gostaríamos de poder vê-lo a pisar o relvado na Luz, já no sábado. Não sendo possível, deviam concentrar as energias nos que vão estar em campo, porque são esses quem vão ditar o destino de Portugal no Mundial de 2010.
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Gajo de Gabarito VI
E nem falo do facto de André Villas-Boas ter mudado o futebol da Académica para (visivelmente) melhor.
Refiro-me, sobretudo, ao carácter que o jovem técnico revela, mesmo tratando-se da sua primeira experiência a solo.
Tem isto a ver com o que pode ler-se no Diário Digital e que, por ser eloquente, transcrevo na íntegra:
" 'Sou indiferente a esses comentários. Não estou aqui para alimentar os vossos rumores ou o mercado de treinadores. Estou totalmente imbuído no projecto da Académica.', sentenciou Villas-Boas, em declarações reproduzidas pelo site Mais Futebol.
O técnico que trouxe uma nova imagem ao futebol dos estudantes e que está a começar agora o seu percurso enquanto treinador principal defendeu ainda que 'a histeria que se tem formado à volta da equipa tem sido produzida pelos jornalistas, quando estão, para além de mim, 28 jogadores unidos em torno de um objectivo. Estão a exagerar no protagonismo dado ao treinador, esquecendo que são os atletas que transportam as ideias para dentro de campo. Não sou um novo messias, que faz tudo por si só.' "
Sei que os resultados também contam (e como contam...), mas é gente desta massa que faz falta ao futebol e, por que não, à sociedade portuguesa.
De ir às lágrimas
"Lágrimas de Eros" aborda, com elegãncia, a relação entre a sexualidade e o impulso de morte ou, como se diz na introdução à mesma, entre Eros e Tánatos (as personificações de ambos na mitologia grega).
Num caminho de sabedoria, percorremos doze temas onde a arte reproduziu a tensão entre ambos: Nascimento de Vénus, Eva e a serpente, Esfinges e sereias, Tentações de Santo António, O Martírio de São Sebastião, Andrómeda acorrentada, O beijo, Apólo e Jacinto, Endymion, Cleópatra e Ofélia, Madalena penitente e Caçadores de cabeças.
De entre as muitas e magníficas obras, destaco (de forma puramente subjectiva) as da autoria de John Currin, Salvador Dalí, Edvard Munch, Andy Warhol, Giambattista Tiepolo, Sam Taylor-Wood (uma instalação em vídeo com David Beckham), Tom Hunter e Antonio Canova.
Tem até 31 de Janeiro de 2010 e, mesmo sem o TGV do Eng, Sócrates, é mesmo ali ao lado. Vá por mim, porque não se arrepende.
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Tranquilidade
É o que sinto, agora que o treinador do Sporting Clube de Portugal se demitiu. Um alívio, um verdadeiro alívio. Não sei se o é para os adeptos, jogadores e dirigentes. Mas para mim, não haja dúvida que o efeito foi semelhante a um Prozac "naqueles dias". E não julguem que tal se deve a questões clubísticas. Trata-se de uma questão de saúde. É que cada vez que ouvia aquele homem a falar atacava-me um nervoso miudinho, daqueles que não mata, mas mói!quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Devia beber chá por uma palhinha!
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
David vs. Golias
Em Junho passado denunciei por aqui os repugnantes e preocupantes conteúdos da novela juvenil da SIC, "Rebelde Way", tendo depois disso optado por fazer queixa junto da ERC. Ao que parece, não fui a única a insurgir-me e ainda bem que assim foi.Eis a prova de que pugnar por uma causa está ao alcance de qualquer um de nós. E a prova de que mesmo um grande operador de televisão não é grande o suficiente para poder esmagar os limites de programação, numa ânsia desenfreada por conquistar a audiência juvenil, sem que seja punido por isso.
Felizmente, tendem a proliferar organismos junto dos quais podemos recorrer quando nos deparamos com situações que nos indignam, mesmo quando não nos tocam directamente, como era o caso. É, sobretudo, uma questão de consciência. Uma opção entre encolher os ombros e conformarmo-nos com o que nos impingem ou usar dos meios que temos à disposição - à semelhança de David e da sua fisga - para pôr na ordem os gigantes que julgamos invencíveis.
Política barata
No último fim-de-semana ouvi, na rádio, o deputado João Semedo a defender a extensão do subsídio de desemprego a todo aquele, sem excepção, que perca o emprego. Eis uma medida simpática e insustentável; ou seja, demagogia...
Mas por que estou eu surpreendido, perguntarão... Porque a coisa não ficou por aqui. Quando os jornalistas perguntaram ao demagogo de serviço quanto custaria aos cofres públicos tal medida, o Deputado disse que não sabia!...
Os eleitores do BE que "brinquem" aos votos e um dia arrependem-se...
Falta de nível
Entendo que o Sporing de Braga ganhou bem ao Benfica. Porém, a prova de que as bravas gentes minhotas ainda não têm estofo para ver o o clube da Cidade dos Arcebispos sagrar-se campeão começa na organização dos jogos em casa. Digo-o porque mais importante ainda do que saber perder é saber ganhar. Acho inqualificável que, no fim da vitória sobre o SLB (diria fosse qual fosse o oponente, sublinho), tenha sido difundida pela instalação sonora do estádio música de tourada, para que os adeptos gritassem "olés" de permeio.
Grito, aliás, que se repetiu constantemente, após o segundo golo, o que configura uma humilhação escusada para com um adversário (ainda por cima, com um historial infinitamente mais recheado de sucessos)... Não me esqueço, ao censurar este tipo de alarvidades, de rememorar a nobreza do gesto de José Mourinho, há uns anos. Perdia a minha Académica por 4 a 1, no Estádio do Dragão, quando a claque (Super Dragões) encetou uma vaga de gritos semelhantes. De imediato, o Special One se levantou do banco acenando à entusiasmada tribo para que parasse com tal grosseria, o que aconteceu.
Tudo isto, no fundo, para afirmar que é mesmo muito importante saber ganhar!... Algo, diga-se, que também podia ser ensinado ao treinador benfiquista, Jorge Jesus...
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Idade da pedra
Se entendia, há algum tempo, que o PSD passava pela sua Idade Média – ou seja, a sua “longa noite de mil anos – a análise de fenómenos internos mais recentes faz-me temer bem pior, olhando cada novo simulacro de facção como uma caverna de onde se espera que saia mais um beligerante com enorme desejo de amassar a caixa craniana do opositor mais próximo…Deixando de lado as alegorias, comecemos exactamente por aqui: o PSD vive, hoje, de facções. O problema é que, em tempos idos (até meados dos anos 90, diria eu), cada grupo não só era suficientemente vasto para ser representativo, como era liderado por figuras com um percurso reconhecido e servidas por “generais” a quem também se reconhecia craveira para liderar “exércitos”. Acresce que as clivagens era ditadas por divergências ideológicas relativamente bem identificadas - creio que o último estertor disto se sentiu na “batalha” do Coliseu, em 1995, que envolveu Fernando Nogueira, Durão Barroso e Santana Lopes. Aliás, mesmo antes, em Coimbra (e presumo que no resto do país laranja), ser “nogueirista” ou “loureirista” (Dias Loureiro) era um “Grand Canyon” que apartava uma escolha social-democrata de uma opção liberal.
O problema actual reside exactamente no oposto. Assiste-se, nos dias que correm, à implantação de um modelo afegão dentro do PSD; há várias “tribos” (muitas…) e estas são lideradas por projectos eminentemente pessoais e por acólitos que já se banqueteiam em algumas sinecuras ou que, pelo menos, têm a esperança de trinchar um pouco do peru, no próximo Natal (que é como quem diz, num próximo executivo camarário, governamental ou em qualquer gabinete).
Razão tem, por isso, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa quando tenta impor um modelo minimamente federador, recusando mesmo o tentador apelo que lhe tem sido dirigido por várias individualidades dignas de crédito, sob pena de, aceitando, se tornar no candidato da “guarda de honra” de Durão Barroso que, a meu ver e com argúcia, tenta, a todo o custo, segurar posições internas a pensar em 2016, altura em que o seu líder já terá voltado de Bruxelas e em que poderá ver em Belém um bom (e, por que não, merecido) final de carreira política. Não digo que daí venha mal ao mundo, mas sublinho que não será assim que se contraria a decadência já iniciada e a ruína eminente da representatividade eleitoral do PSD.
Basta que o CDS institucionalize os ganhos obtidos – passando a ser menos dependente do carisma de Paulo Portas – e que o PS seja inteligente na gestão das sensibilidades de centro-esquerda, nos próximos anos, e o PSD ver-se-á, a meu ver, espartilhado numa franja com tecto máximo de 30% de votos que lhe ditará o fim da sua histórica condição de opção individualizada de governo. Basta ver que nos últimos quinze anos apenas três (e pouco) foram de governo social-democrata e, ainda assim, em coligação com o CDS.
Voltaremos ao tema, esperando eu estar redondamente enganado…
domingo, 1 de Novembro de 2009
"Judite de Sousa - A Vida é um Minuto"
Motivado pela leitura da entrevista que Dan Brown concedeu à Revista Única do Expresso, fui este Sábado à Bertrand do Dolce Vita, em Coimbra, com o intuito de comprar o seu novo livro: “O Símbolo Perdido”. Todavia, olhando para as estantes, decidi acrescentar outro à lista de compras, o da jornalista “Judite de Sousa – A Vida é um Minuto”. O preço é convidativo (12€) e o interesse suscitado pela mediatização do mesmo ajudaram. É a típica compra por impulso.
O livro não do género “calhamaço”. Li-o em poucas horas. Não custa passar de folha em folha. A escrita é simples, assertiva e não entra em "rodriguinhos". Nele, a autora aborda a importância da comunicação política. Faz um rewind histórico sobre alguns dos temas quentes, alguns à escala global, outros mais “caseiros”. Desde o caso Freeport, à importância e pressões dos comentários semanais de António Vitorino e Marcelo Rebelo de Sousa, o estilo comunicativo de alguns dos nossos principais políticos, as palavras do Poder, a ascensão política de Lula da Silva e Barak Obama, entre outros... Enfim, temas que são do domínio de todos.
Mas vai mais longe. Mostra um pouco do seu olhar de lince enquanto jornalista face à comunicação política adoptada por alguns políticos em vários casos altamente mediatizados, indo um pouco mais além que o habitual conservadorismo que impera na esmagadora maioria dos elementos da sua classe.
Não é um trabalho científico. Aliás, nota-se que não houve grande trabalho de investigação. No entanto, creio que fica um "manual" que poderá ajudar alguns políticos a comunicar de forma mais assertiva na arena política.
f…
Então pá?!?!? Já não sabes escrever coisas musicais com vocábulos e metáforas para animar a malta??? Estava em casa a ver a sic quando foi interrompida a emissão à meia-noite… o jornalista dizia: “estamos em directo da actuação ao vivo do Pedro Abrunhosa e bandemónio…!” Foi uma actuação lá prós lados do “deserto” – como diz o teu camarada Lino. E tu, no auge da tua carreira, por entre as músicas sempre com uma mensagem ética e responsável para dares aos jovens portugueses.
PA, decidi escrever assim este post… “cool”… para que percebas, no “teu meio artístico”, a mensagem de entusiasmo de te ter na política!
“Se a política podia viver sem ti… podia, mas não era a mesma coisa…”
domingo, 25 de Outubro de 2009
Uma aventura no Ministério da Educação
O astuto Primeiro-Ministro escolheu a dedo o seu Governo, com especial atenção a uma das pastas mais massacradas na legislatura passada. A Educação fica agora a cargo de uma cara já conhecida e figura muito apreciada pelas gerações de 70/80, que então liam de fio a pavio a colecção "Uma Aventura" e, com sorte, ainda tinham direito à visita das autoras à sua escola. Para além do que conhece por ser professora, as incursões que Isabel Alçada já faz há quase três décadas e a proximidade que teve com alunos e professores de muitas escolas deste país dão-lhe uma ideia daquilo que a espera. Conhece de gingeira os queixumes dos professores e as carências dos alunos e está agora em posição de atender a essas causas e de lutar por um melhor ensino. É uma grande e inusitada aventura, mas a escritora goza de um apreço que muito dificilmente perderá, mesmo que nem tudo corra pelo melhor. E é por isso que cumpre tirar a cartola a José Sócrates. Escolheu alguém cujo perfil profissional não deixa dúvidas de que se apropria ao cargo e cujo perfil pessoal cai bem na generalidade dos portugueses. Oxalá Isabel Alçada não venha a desiludir-nos. sexta-feira, 23 de Outubro de 2009
Dignificar a advocacia
No site da Ordem dos Advogados convidam-se os 'colegas' a lançar sugestões para uma campanha comercial "com vista a dignificar e salientar a importância do exercício da advocacia na defesa do Estado de Direito e da cidadania". Bem pode a Ordem promover campanhas, pretendendo publicitar e dignificar o exercício da advocacia junto da sociedade portuguesa, que o povo português dificilmente deixa de franzir o sobrolho perante um causídico. É triste para quem enverga a toga mas, bem vistas as coisas, é compreensível que se tenha em tão má consideração esta classe profissional.
E depois, há os que sabendo não ter vocação, insistem na advocacia mesmo tendo noção de que não passarão de advogados medíocres. É com esses que os portugueses esbarram muitas vezes, com tipos que envergam o título de advogado como se de uma insígnia se tratasse, com tipos que menosprezam clientes, que perdem casos por incúria, que esquecem os escrúpulos e prestam um mau serviço ao clientes, à Justiça e ao país.
São estes que mancham o profissionalismo de todos os outros que não encaixam nesse lamentável perfil (vão sendo poucos...) e são estes os responsáveis pela pouca consideração que a sociedade tem para com esta classe. Embora seja de louvar o esforço da Ordem, isto não vai lá com campanhas.
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Um serão de excelência
Tive o prazer de assistir, no âmbito do DocLisboa 2009, à exibição do excelente "Futebol de Causas", da autoria de Ricardo Martins.Nele se retrata o cariz sui generis de Académica de Coimbra e a sua permanente relação com as causas estudantis e cívicas da década de 60, sem esquecer a referência à mítica final da Taça, de 1969.
Ocasião para rever as duas crises académicas, a eclosão do 25 de Abril e a passagem pela fase "Clube Académico de Coimbra", ditada pela decisão da extrema-esquerda de extinguir a secção de futebol da Associação Académica de Coimbra. Um paradoxo se olharmos à luta que as equipas da A.A.C. tinham travado pela democracia...
É uma obra a rever na RTP e a adquirir em DVD a que apenas deixo um reparo, pese embora com respeito pela liberdade criativa do autor: quando se diz que, mesmo depois de em 84 ter voltado a denominar-se Académica (agora enquanto organismo autónomo da A.A.C.), o nosso futebol nunca voltou a ser o mesmo, falta explicar que tal é impossível pela conversão do futebol em geral numa indústria, onde, apesar de tudo, entendo que a Académica ainda é bem diferente.
quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Sem emenda
Apesar das mentes mais criativas do (meu) grémio laranja tenham gritado vitória em face do maior número de câmaras municipais averbado pelo PSD, o facto é que “voaram” 27 daquelas autarquias para o Partido Socialista, num cenário em que o PSD jamais deveria perder terreno, antes sendo de aproveitar a oportunidade gerada pelo descontentamento popular para reforçar posições e conquistar novas praças-fortes. Porém, depois de “conseguir” a obra-prima de perder as eleições legislativas, já era de esperar mais um auto-golo…
Comecemos no meu distrito de Coimbra. Primeira nota saliente é a perda de duas das quatro cidades para o PS - Figueira da Foz e Oliveira do Hospital – por causa de lamentáveis lutas internas do partido; ou seja, mais uma vez, os “donos” do PSD preferem pôr o seu umbigo e a sua ganância à frente dos interesses dos concelhos e suas populações. Parece-me até que já vi isto em algumas listas de deputados… E Penacova, que “só sabia” votar laranja?!
E mesmo a vitória em Coimbra, ante o resultado do PS, deve-se em grande parte ao carisma de Carlos Encarnação e à lucidez que teve, pela primeira vez, na aposta para a Cultura, restando saber se o Edil se empenhará na busca de um candidato forte para 2013, não só do seu ponto de vista, como na óptica da receptividade junto do nosso muito específico eleitorado.
Contudo, num plano extra-distrital, as razões para abrir a boca de pasmo são aos molhos, pois se compensa trocar Faro por Tavira e se é bom ganhar Felgueiras, ficam por explicar as escandalosas (não do ponto de vista da escolha popular, mas sim da gestão partidária, sublinho) derrotas em Leiria, Barcelos, Trofa, Vila Nova de Ourém (nem Nossa Senhora de Fátima nos valeu…) e, como disse, Figueira da Foz.
No fundo, creio que se trata do reflexo da calamidade autofágica que assola as hostes sociais-democratas, desde o fim do chamado “cavaquismo” (sendo que o seu mentor, de quando em vez, não se esquece de ajudar à festa). Problema decorrente terá lugar daqui a quatro anos, pois com as guerras fratricidas de muitos e a política de terra queimada de outros tantos que não preparam sucessores que vão além do “lambe-botismo”, creio que o PSD terá um mínimo de 83 problemas para resolver; tantos quanto os autarcas que atingem o máximo legal de mandatos consecutivos…
Em suma, meia vitória para o PSD, meia vitória para o PS e uma deliciosa e estrondosa derrota para o Bloco de Esquerda.
quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
Rio, Rio, Rio [Rio para não chorar]
Eu até fiquei momentaneamente feliz quando o comissário (brasileiro, por sinal) anunciou em pleno vôo que o Rio foi a cidade eleita para acolher os Jogos Olímpicos de 2016. As outras concorrentes eram de peso (Tóquio, Madrid e Chicago) mas ainda assim o país-irmão levou a melhor, conseguindo que aquele gigantesco evento desportivo se estreasse na América do Sul e, pela primeira vez, num país de língua portuguesa. E depois, depois lembrei-me que a Cidade Maravilhosa não é assim tão maravilhosa. Há favelas que florescem como cogumelos, criminalidade a rodos, miséria recôndita, prostituição a la carte, corrupção infiltrada por tudo quanto é sítio. E por muito que o BOPE actue, amuralhem as favelas e se abra caça a tudo e todos, não vejo que assim, do pé para a mão, seja possível tornar a cidade carioca num lugar mais visitável.
Por muito que soe a redutor, parece-me que o Brasil e seus governantes deviam ter outra espécie de prioridades. Estimam-se gastos de milhões em torno de um só evento desportivo (cuja pertinência e grandeza jamais poria em causa), mas que me parece despropositado num país que tem enormes carências, nas quais se devia concentrar toda a atenção, empenho, e claro, todos os reais.
Tenho para mim que os Olímpicos nestas circunstâncias só enchem olho a locais e forasteiros, são mais do mesmo para entreter as massas e tudo quanto se venha a fazer naquela cidade não é mais do que varrer o pó para debaixo do tapete.
segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
O lato conceito de «vitória»
E que dizer dos resultados a nu? Sozinho, o PS arrecadou 131 Câmaras, contra 117 do PSD nas mesmas condições (sem coligações). Quanto a Juntas de Freguesia, o partido do Governo venceu em1580 contra 1525 do PSD.
sexta-feira, 9 de Outubro de 2009
Um bem-haja à função pública (grunf!)
Irra, que não há meio deste povo aprender!
"Luta renhida em Marco de Canaveses"
Já se viu que não é pela Justiça que se afastam os políticos acusados em processos criminais de concorrer, de novo, às eleições autárquicas. Também já se concluiu que tais personagens políticos não devem muito ao bom senso e, de novo e com o maior dos à-vontades, passam um pano sobre as aleivosias cometidas nos seus mandatos. E como se tudo isso já não bastasse, este povo continua a idolatrar (e a eleger!) esta espécie de autarcas que teima em reinar até mais não, com a falta de escrúpulos que lhes é costumeira e sem pingo de decência.
quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Já sabiamos
Assim, dadas a crise mundial que ocorreu (e ainda vai pairando), a contestação gigantesca que lhe moveram alguns sectores (professores e magistrados à mistura) e as polémicas em que procuraram envolver o seu nome (justa ou injustamente, decidirá quem é competente para o efeito), o resultado de dia 27 de Setembro é uma vitória para José Sócrates. Embora seja votante e tradicional eleitor do PSD, sempre achei, aliás, que a coisa não estava bem encaminhada... Eu e 40% dos 42 votantes na nossa sondagem eleitoral, apesar de se tratar, reconheça-se, de um blogue editado e lido por uma maioria de povo laranja...
O problema é que, pelos mesmíssimos factos que fui coligindo, esta era uma eleição que o PSD não podia perder, sendo fraco contento dizer que o PS ficou sem a maioria absoluta. Mesmo assim, restaria ainda saber se o feito de lha retirar pertence ao PSD...
A opção pela “não campanha” (nada prometer para nada incumprir) sempre me pareceu pouco perceptível e o tradicional clima fratricida do PSD fez o resto. O mais grave é que cresce o número de caciques internos que prefere ser rei de coisa nenhuma do que príncipe num reino de opulência, o que gera a dinâmica do “quanto pior, melhor”.
Essa propensão para a desgraça, acumulada com o descrédito mais genérico nos dois partidos crónicos de governo, tem, a meu ver, outra consequência: os resultados do CDS, PCP e BE mostram que a tendência para a bipolarização foi sustida, se não mesmo invertida. Temos, neste momento, cerca de 30% dos votos atribuídos a 3 partidos que podem vir a ganhar crescente potencial coligativo (algo que só o CDS tem, de forma isolada); dito de outro modo e estando ainda longe desse cenário, podemos caminhar para um fraccionamento crescente do sistema de partidos e para a erosão do espaço das duas maiores agremiações políticas.
Penso mesmo que, sendo o CDS liderado com a forma astuta que tem imperado (moderando o conservadorismo com medidas liberais e aproximação ao eleitorado urbano), o PSD pode vir, mais cedo do que tarde, a perceber que os partidos não são (longe disso) eternos. Basta que o grémio laranja continue a espremer líderes e a dividir ainda mais os gomos de uma laranja algo mirrada pela pouca exposição ao poder.
Como terceiro apontamento, sublinho que o eleitorado provou, embora não em medida larga, a sua sapiência ao moderar as expectativas do Bloco de Esquerda, que não só ficou em quarto lugar, como não elegeu deputados suficientes para chantagear politicamente o PS, como deixara perceber durante a campanha. Creio que teve vencimento a ideia de que o insulto, a maledicência e a inveja (algo que é estimulado em cada simulacro de trotskismo dos discursos do BE) não formam uma ideologia de governo.
Estaríamos, em conclusão, perante um cenário que reforçaria o papel do Presidente da República, não fora a forma infeliz como, em minha opinião, conduziu o dossier das alegadas escutas em Belém. E, neste caso, creio que, mais uma vez (eu fiz as campanhas de Fernando Nogueira e de Santana Lopes), o PSD que o projectou sai dorido das suas mãos.
Nota final para as autárquicas para saudar antecipadamente a natural vitória de Carlos Encarnação, que me renovou a esperança de bons ventos, se for verdade que a Professora Maria José Azevedo Santos será a responsável pela Cultura. Finalmente!...
quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Mera coincidência...
Ainda Paulo Portas festejava o "tiro no porta-aviões" de domingo, que fora a eleição de 21 deputados e a medalha eleitoral de bronze, e já o negócio da aquisição de dois submarinos (celebrado quando era Ministro da Defesa) voltava às primeiras páginas e ecrãs...Claro que pode ser coincidência (espero que seja...), mas deixa noa ar um perfume de domesticação...
Seja como for, "submarino ao fundo" na esquadra do Caldas...
Quem é que percebe isto???
Os jogos na política são mais do que evidentes e naturais nos dias de hoje... Mais do que as ideias e os projectos, a sociedade interessa-se pelo romance das questões menos políticas e mais cor-de-rosa – esta é apenas uma das poucas razões que eu consigo encontrar para justificar a massa humana que dá força a um BE, que ninguém sabe lá muito bem o que irá fazer quando tiver poder, e com a renovação de mandatos na AE maioritariamente no partido socialista…Serei eu (e todos os cumpridores natos deste país) o banco de Portugal para tamanha ambição?
terça-feira, 29 de Setembro de 2009
segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Na mouche!
Nem as empresas de sondagens, ódio de estimação do CDS-PP, estiveram tão perto. O último cartaz do partido do táxi (que agora já enche um Minibus) acertou em cheio. Desde domingo que eles são muito mais. E, atento o cenário, ainda bem que assim é. Não fosse a eficaz campanha de Portas e o trabalho louvável que este pequeno partido fez na última legislatura, teríamos como terceira força política o partido dos bloquistas radicalistas trotskistas anti-capitalistas e outros «istas» que nunca chegaremos a perceber muito bem. Estivemos na iminência de ver concretizada uma coligação PS/BE - coisa que suspeito que levaria muito de nós a emigrar para bem longe deste Portugal - mas o partido de Portas 'resolveu'. Bem vistas as coisas, não foi só o CDS-PP que ficou a ganhar, fomos todos nós... domingo, 27 de Setembro de 2009
Empenhar o país
Mais do mesmo
José Sócrates não aguentou a máscara de meiguinho nem mais um bocadinho. Contados os votos e apurado o resultado, o Sr. Engenheiro profere o discurso de vitória com a arrogância a que nos habituou nos últimos quatro anos e que, ao que parece, é característica que 2 milhões de portugueses muito apreciam.








